Software Mata Nativa

Menu
  • Início
  • Mata Nativa
    • Quem Somos
    • Informações Técnicas
    • Parcerias
  • Blog
  • Cursos
Blog Mata Nativa

Home

Blog

  • Inventário Florestal, Outros

Como Fazer a Estratificação de Áreas?

Por Fernanda Carvalho

Em 6 de março de 2018
estratificação de áreas

A variabilidade de uma população é fator determinante para o estabelecimento da intensidade amostral que atenderá aos limites de valores fixados previamente, destinados à obtenção de uma precisão adequada dos parâmetros desta população. Uma população que apresente alta variabilidade exigirá uma alta intensidade amostral, sendo que esta intensidade elevada interfere diretamente nos custos operacionais da amostragem. Por outro lado, se a população tem uma variância reduzida, a intensidade amostral também será reduzida, diminuindo os custos para realização do processo de amostragem.

A distribuição de unidades de amostra de forma casual sobre uma área que será inventariada somente será eficiente se a área for homogênea quanto à distribuição da variável de interesse.

Quando a área é heterogênea, devido à presença de povoamentos com diferentes idades, espécies, espaçamentos e topografias, entre outras fontes de variação, a amostragem estratificada será um esquema de amostragem mais eficiente.

A Amostragem Casual Estratificada consiste na divisão da população em sub-populações mais homogêneas em termos de distribuição da característica de interesse, denominadas estrato, dentro dos quais se realiza a distribuição das unidades de amostra de forma casual.

Saiba também: Como preparar sua planilha de monitoramento

Assim, a amostragem estratificada será mais eficiente, se a variabilidade dentro de cada estrato for menor que aquela considerando a população toda.

A subdivisão da floresta em estratos é baseada em alguns critérios, como: características topográficas, tipos florestais, espécies ou clones, espaçamento, volume, altura, idade, classe de sítio etc. Sempre que possível, a estratificação deverá ser baseada na mesma característica que será estimada pelo procedimento de amostragem, ou seja, para estimar o volume, é desejável estratificar a floresta por classes de volume. Entretanto, esta estratificação nem sempre é possível, em função da falta de informações sobre o povoamento. Desta forma, é recomendado que a estratificação seja feita com base em variáveis que influenciam no volume dos povoamentos, como espécies ou clones, idade, espaçamento, regime de manejo e classe de sítio.

Para grandes áreas florestais onde existe pouca base para algum tipo de subdivisão natural e, às vezes, em inventários de florestas nativas, principalmente onde não existem mapas ou fotografias aéreas disponíveis ou quando a fotointerpretação revela pouca base para uma estratificação, usa-se a divisão da floresta em blocos quadrados ou retangulares de tamanhos conhecidos e uniformes. Os blocos resultantes podem ser heterogêneos, mas é evidente que existirá maior homogeneidade dentro dos menores blocos do que nos maiores, ou do que em toda a população florestal.

Interpretação de Cálculo do Inventário Florestal: Estrutura horizontal

Em florestas naturais, nas quais a população é composta por diferentes espécies, árvores com diferentes idades, distribuídas sobre as mais diversas condições de locais (solo, topografia, etc.), a estratificação torna-se mais complexa, tendo em vista que, além dessas características, outras, a exemplo da área basal, volume e número de árvores por hectare, devem ser consideradas em conjunto. Nesses casos, há a necessidade de utilizar técnicas de análise multivariada para a estratificação da floresta.

Além da estratificação, existe a pós-estratificação que consiste na divisão de estratos efetuada após a coleta de dados, podendo ser identificadas sua variabilidade e delimitação. Em geral, a pós-estratificação decorre da identificação da variabilidade da população durante os trabalhos de amostragem, permitindo a delimitação dos estratos “in loco”.

Determinação do número de unidades de amostra

Falando um pouco sobre o número total de unidades de amostra obtido em toda a população estratificada, ele deverá ser distribuído nos diferentes estratos, de forma casual, pela fixação proporcional ou pela fixação ótima. Na fixação proporcional, a distribuição do número total de unidade de amostra nos diferentes estratos é função da proporção das áreas dos estratos em relação à área total da população. Na fixação ótima, além da proporção de áreas, a distribuição é em função da variabilidade do estrato.

https://info.matanativa.com.br/faixa-blog-calcular-estatistica-da-amostragem

É importante também, ter informações preliminares sobre a variabilidade dos estratos, seja por meio de um inventário-piloto, seja por outras formas de avaliações. Outro fator é a definição da precisão requerida e o nível de probabilidade, de forma semelhante à amostragem casual simples.

Entenda também: Como elaborar uma proposta e o contrato de inventário florestal

No livro Dendrometria e Inventário Florestal, os autores citam as seguintes equações para a determinação do tamanho da amostra:

Considerando-se uma população finita, é dado por:

estratificação de áreas

Se a população for considerada infinita, n é calculado por:

estratificação de áreas

Se pretende-se utilizar o método da fixação ótima, a estimação do tamanho da amostra, para dada precisão, considerando-se uma população finita, é obtida pela aplicação da seguinte expressão:

estratificação de áreas

Para uma população infinita, será:

estratificação de áreas

Se a precisão requerida for expressa em porcentagem, é necessário calcular o coeficiente de variação (CV) para a população estratificada, que, nesse caso, é dado pela expressão:

estratificação de áreas

De posse do coeficiente de variação, o tamanho da amostra, para uma população finita, é dado por:

estratificação de áreas

Para uma população considerada infinita, é:

Se não quiser calcular o coeficiente de variação, basta transformar a precisão requerida porcentual para absoluta, através da seguinte expressão:

Depois de se calcular o tamanho da amostra a ser empregado num inventário florestal de uma população que foi estratificada, a alocação ou fixação das parcelas por estrato pode ser feita de duas formas: pela fixação proporcional ou pela fixação ótima:

  • Fixação proporcional
  • Fixação ótima (método de Neyman)

Para saber mais sobre as fórmulas utilizadas neste tipo de amostragem, clique aqui https://matanativa.com.br/informacoes-tecnicas/amostragem-casual-estraficada/

Cálculos da Amostragem Casual Estratificada com o Mata Nativa

Crie um projeto de Amostragem Casual estratificada. Com os dados já importados ou sincronizados com o Mata Nativa Coletor, clique na sub-aba ‘’Grupo de Parcelas’’.

estratificação de áreas

Depois basta inserir os estratos conforme apontado pela seta.

Depois é só classificar as parcelas de acordo com os estratos e alterar para o módulo cálculos, selecionando as opções de cálculo desejadas.

Referência bibliográfica:

SOARES, C.P.B.; PAULA NETO. F.; SOUZA, A.L. Dendrometria e inventário florestal. 2. Ed. Viçosa: Editora UFV. 2011. 272 p.

Veja também:

  • O que aprendemos com mais de 10.000 inventários florestais
  • Guia para se tornar um expert em inventário florestal
  • Importando dados do Excel para o Mata nativa

__________ xxx __________

Relacionado

Compartilhe:

Nos conte o que achou:

Veja também:

  • Meio Ambiente, Mercado

O Papel da Bioeconomia na Conservação das Florestas Brasileiras

  • Foto de Alexandre Vidal Bento Por Alexandre Vidal Bento
  • Em 9 de maio de 2025
  • Legislação, Meio Ambiente

Crimes Ambientais: O Que são e Quais as Consequências?

  • Foto de Alexandre Vidal Bento Por Alexandre Vidal Bento
  • Em 2 de maio de 2025
  • Engenharia Florestal, Legislação, Meio Ambiente, Sustentabilidade

Lei nº 9.985/2000 e a Importância dos Corredores Ecológicos

  • Foto de Alexandre Vidal Bento Por Alexandre Vidal Bento
  • Em 25 de abril de 2025
  • Engenharia Florestal, Mercado, Software Mata Nativa

Qual o Cenário do Mercado de Madeira nos Principais Países da América?

  • Foto de Alexandre Vidal Bento Por Alexandre Vidal Bento
  • Em 18 de abril de 2025

Siga o Mata Nativa

Instagram Linkedin Facebook Youtube

Autor(a)

Fernanda Carvalho

Engenheira Florestal formada pela Universidade Federal de Viçosa. Continuou seus estudos na Technische Universität München, Alemanha, onde cursou disciplinas do Mestrado em Manejo de Recursos Sustentáveis com ênfase em Silvicultura e Manejo da Vida Selvagem. Dedicou grande parte da sua carreira a projetos de Educação Ambiental e pesquisas relacionadas à Celulose e Papel. Trabalhou com Restauração Florestal e Formação Ambiental no Meio Ambiente Florestal da Fibria Celulose S/A e como consultora em projetos de Inventário Florestal, Averbação de Reserva Legal e Mapeamento de Áreas, na Florestal Jr. Atualmente é mestranda em Ambiente, Sociedade e Desenvolvimento pela UFRJ, Consultora de Comunicação da Ocyan e Gestora de Conteúdo do blog Mata Nativa.

Categorias

  • Aplicativo
  • Engenharia Florestal
  • Identificação Botânica
  • Inovação e Tecnologia
  • Institucional
  • Inventário Florestal
  • Legislação
  • Licenciamento Ambiental
  • Manejo de Fauna
  • Materiais Gratuitos
  • Meio Ambiente
  • Mercado
  • Mudanças Climáticas
  • Notícias
  • Software Mata Nativa
  • Sustentabilidade

Palavras chave mais acessadas

Empreendimento botânica Amostragem Casual Simples Amostragem Casual Estratificada Estudo de Viabilidade Ambiental Impacto Ambiental Inventário Florestal Negócio ilustração botânica Minas Gerais
planejamento-e-execucao-em-florestas-nativas
Materiais Gratuitos

Av. P.H Rolfs, 305 – Sala 20, Centro, Viçosa MG – Brasil

Facebook Youtube Instagram Linkedin Whatsapp

Mata Nativa

  • Blog
  • Nossos cursos
  • Fale com o consultor
  • Cadastre-se
  • Faça o Login

Cientec Ambiental

  • Sobre Nós
  • Programa de Parceria
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso

Contato

matanativa@matanativa.com.br

Comercial: (31)98893-1366

plugins premium WordPress