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Dia Mundial dos Pântanos

Por Thalita Geovana Cassiano Ferreira

Em 2 de fevereiro de 2023
Dia Mundial dos Pântanos

Comemora-se no dia 2 de fevereiro o Dia Mundial dos Pântanos. A Organização das Nações Unidas (ONU) aderiu oficialmente o Dia Mundial dos Pântanos em seu calendário, em Assembleia Geral, em agosto de 2021. A iniciativa foi uma tentativa de atrair foco para a conservação desse ecossistema.

Comemoração do Dia Mundial dos Pântanos

No dia 2 de fevereiro de 2022, a ONU celebrou pela primeira vez o Dia Mundial dos Pântanos. Contudo, a data já era comemorada por outras entidades como o Dia Mundial das Áreas Úmidas. A data comemorativa surgiu em 1971 na Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, em Ramsar, no Irã. Nesse sentido, o objetivo foi de evidenciar a importância da biodiversidade local e dos recursos naturais em ecossistemas como pântanos, charcos, turfas, estuários, mangues, etc.

A Convenção de Ramsar

A Convenção sobre as Zonas Úmidas de Importância Internacional é mais conhecida como Convenção de Ramsar. Sua realização foi um marco para o uso racional dos recursos das áreas úmidas e a conservação do ecossistema. Durante a Convenção, 18 (dezoito) países assinaram um tratado reconhecendo o valor ecológico, econômico, social e científico das áreas úmidas. Hoje, 171 (cento e setenta e um) países são signatários, sendo assim, responsáveis por designar uma área úmida para lista de áreas úmidas de importância internacional (Sítios Ramsar).

A missão da Convenção é urgente para um futuro sustentável. Além disso, é parte da solução para as mudanças climáticas. O Brasil é um dos países signatários, ou seja, ele faz parte da colaboração internacional para conservação do ecossistema e tem o dever de promover o uso sustentável do ambiente.

Ecossistema de área úmida

As áreas úmidas são classificadas como ambientes de transição entre os terrestres e aquáticos, continentais ou costeiros e que se mantém permanentemente ou periodicamente inundados por águas rasas ou solos encharcados, sejam naturais ou artificiais. Portanto, a biodiversidade local deve ser adaptada à variação hídrica. A profundidade dessas áreas pode atingir até 06 (seis) metros. Dessa forma, a radiação solar consegue perpassar por todo o ambiente aquático e, por consequência, manter a área aquecida.

Tais características garantem a manutenção da biodiversidade, do equilíbrio ambiental e social, por isso, possuem relevância econômica e ecológica a nível global. De acordo com o Relatório de Ramsar (2018), 40% das espécies do planeta vivem nos ecossistemas de áreas úmidas. Além disso, são grandes estoques de carbono e, também, contribuem para o abastecimento de água para consumo e geração de energia.

Serviços Ecossistêmicos e Mudanças Climáticas

Segundo Junk e colaboradores (2014), além dos serviços ecossistêmicos citados, as áreas úmidas proporcionam:

  • Estocagem periódica de água e devolução lenta aos rios;
  • Recarregamento dos aquíferos e dos lençóis freáticos;
  • Retenção dos sedimentos;
  • Purificação da água;
  • Irrigação da lavoura;
  • Regulação do microclima;
  • Fornecimento de produtos (madeiras, fibras, frutas, plantas medicinais);
  • Fornecimento de moradia para populações tradicionais;
  • Recreação.

Ainda, as áreas úmidas formam reservatórios de água, ou seja, são capazes de amenizar as secas. Os pântanos e os charcos atuam como esponjas, capazes de absorver águas das chuvas e controlar as enchentes. Enquanto os mangues e os recifes de corais formam barreiras naturais contra ressacas. No entanto, esses ambientes estão ameaçados pela substituição para áreas de pastagem e monoculturas. Ademais, as mudanças climáticas estão alterando o regime hídrico e ameaçando a biodiversidade local.

Considerando os impactos das mudanças climáticas e da quantidade de serviços ecossistêmicos promovidos pelas áreas úmidas, a atenção sobre esses ambientes deve ser maior, pois eles são diretamente responsáveis pelo equilíbrio das condições ambientais atuais. Faz-se então necessário um esforço de todos os países pela preservação e restauração ecológica.

Ecossistema: Pântanos

Os pântanos são constituídos por planícies total ou parcialmente inundadas por águas doces ou salgadas. Por essa razão, a vegetação é variável, incluindo plantas aquáticas e árvores tolerantes ao excesso de água. O solo é rico em materiais orgânicos em decomposição.

Comparado às florestas tropicais, os pântanos podem sequestrar carbono da atmosfera 50 vezes mais depressa. Isso porque as plantas capturam CO₂ e, mais tarde, são enterradas pelas inundações, que enterram as folhagens e raízes na lama – sedimentando o carbono por milhares de anos.

Áreas úmidas no Brasil

A maior área úmida do planeta abriga-se em 62% no Brasil: o Pantanal, que se estende pela Bolívia e Paraguai. Dessa forma, o Pantanal atua como um grande reservatório de água doce, com extensão de 150.000 km². Em novembro, ocorre o período de cheias e inundações das planícies. Todavia, em maio, com a diminuição das chuvas, as águas abaixam. Aliás, é essa dinâmica hídrica que garante o equilíbrio do ambiente e da biodiversidade.

Estima-se que mais de 20% do território nacional é considerado área úmida, sendo 27 áreas delimitadas como Sítios Ramsar:

  • Área de Proteção Ambiental Baixada Maranhense
  • Área de Proteção Ambiental de Cananéia – Iguapé – Peruíbe
  • Arquipélago de Fernando de Noronha
  • Estação Ecológica de Guaraqueçaba
  • Estação Ecológica de Taiamã
  • Estação Ecológica do Taim
  • Estuário e Manguezais Amazônicos
  • Guaratuba
  • Ilha do Bananal
  • Lago do Peixe
  • Lund Warming
  • Mamirauá
  • Parque Estadual do Rio Doce
  • Parque Estadual Marinho do Parcel Manoel Luís
  • Parque Nacional da Ilha Grande
  • Parque Nacional de Anavilhanas
  • Parque Nacional do Cabo Orange
  • Parque Nacional do Pantanal Matogrossense
  • Parque Nacional do Viruá
  • Parque Nacional Marinho dos Abrolhos
  • Reentrâncias Maranhenses
  • Reserva Biológica Atol das Rocas
  • Reserva Biológica Guaporé
  • Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Rio Negro
  • Reserva Particular do Patrimônio Natural SESC Pantanal
  • Rio Juruá
  • Rio Negro

Degradação do ecossistema

Relatórios apontam que em 45 (quarenta e cinco) anos, já se perdeu 35% (trinta e cinco por cento) das áreas úmidas. Esses ecossistemas estão sendo perdidos numa velocidade 03 (três) vezes mais rápida do que as florestas. Como resultado, firmam-se como os ecossistemas mais ameaçados pela destruição do homem. Ao passo que, o manejo inadequado, os projetos agropecuários e o crescimento urbano diminuem a extensão do ecossistema e aumentam as erosões e poluições das águas.

No cenário nacional, observa-se o aumento das queimadas nesses ambientes, ausência de regulamentações de proteção aos ecossistemas e baixa comunicação entre os órgãos públicos e a comunidade científica. Inegavelmente, isso dificulta o direcionamento de medidas de conservação e pode gerar prejuízos irreversíveis para a humanidade.

A importância do Dia Mundial dos Pântanos

Em suma, é seguro dizer que o futuro sustentável depende da proteção das áreas úmidas. Nesse sentido, a estratégia da ONU em adotar o Dia Mundial dos Pântanos é uma oportunidade de divulgar em maior amplitude a importância das áreas úmidas e, especificamente, dos pântanos. Além disso, resgata o cuidado com a natureza.

Portanto, para as futuras celebrações, é necessário promover reflexões sobre a nossa dependência em relação ao ecossistema, estabelecer compromissos e fortalecer as redes de proteção. Pois, em um futuro não muito distante, a mera delimitação de Sítios Ramsar não será suficiente, se não for acompanhada de ação. Espera-se, então, que a inclusão ao calendário da ONU aumente a visibilidade sobre o ecossistema e sensibilize os tomadores de decisão a preservar o que lhes é dever.

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Autor(a)

Thalita Geovana Cassiano Ferreira

Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), professora de Ciências da rede pública e redatora do Mata Nativa. Guiada pelos pilares da sustentabilidade, acredito que a Educação Ambiental seja a chave para a transformação e formação de cidadãos mais críticos e engajados com as pautas ambientais. Atuei com o desenvolvimento de planos setoriais urbanos e criação de cursos para comunidades tradicionais. Também participei de projetos de extensão, organizações não governamentais e dediquei-me a realizar pesquisas sobre Unidades de Conservação e Educação Ambiental.

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